| PRINCÍPIOS
Os princípios na legislação, conforme indicado no Art. 6 norteiam a forma de tratamento dos dados
pessoais dos titulares, sendo elas:
- Princípio da boa-fé: elemento ético das relações, diz respeito à conduta ética entre as partes,
observando a lealdade e a correção;
- Finalidade: define a realização do tratamento de dados em função de propósitos legítimos,
específicos, explícitos e informados ao titular, sem possibilidade de tratamento posterior de
forma incompatível com essas finalidades, impossibilitando fazer tratamentos de dados com fins
genéricos;
- Adequação: compatibilidade do tratamento com as finalidades informadas ao titular, de acordo com
o contexto do tratamento;
- Necessidade: limitação do tratamento ao mínimo necessário para a realização de suas finalidades,
com abrangência dos dados pertinentes, proporcionais e não excessivos em relação às finalidades
do tratamento de dados;
- Livre acesso: garantia, aos titulares, de consulta facilitada e gratuita sobre a forma e a
duração do tratamento, bem como sobre a integralidade de seus dados pessoais;
- Qualidade dos dados: garantia, aos titulares, de exatidão, clareza, relevância e atualização dos
dados, de acordo com a necessidade e para o cumprimento da finalidade de seu tratamento;
- Transparência: garantia, aos titulares, de informações claras, precisas e facilmente acessíveis
sobre a realização do tratamento e os respectivos agentes de tratamento, observados os segredos
comercial e industrial;
- Segurança: utilização de medidas técnicas e administrativas aptas a proteger os dados pessoais
de acessos não autorizados e de situações acidentais ou ilícitas de destruição, perda,
alteração, comunicação ou difusão;
- Prevenção: adoção de medidas para prevenir a ocorrência de danos em virtude do tratamento de
dados pessoais;
- Não discriminação: impossibilidade de realização do tratamento para fins discriminatórios
ilícitos ou abusivos;
- Responsabilização e prestação de contas: demonstração, pelo agente, da adoção de medidas
eficazes e capazes de comprovar a observância e o cumprimento das normas de proteção de dados
pessoais e, inclusive, da eficácia dessas medidas.
| BASES LEGAIS
As bases legais indicadas na lei autorizam como o tratamento de dados pessoais e mostram legalidade
ao processo, assim, determinada pelo Art. 7 temos:
- Consentimento pelo titular;
- Tratamento e uso compartilhado de dados necessários à execução de políticas públicas previstas
em leis;
- Realização de estudos por órgão de pesquisa, garantida, sempre que possível, a anonimização dos
dados pessoais;
- Execução de contrato;
- Exercício regular de direitos em processo judicial, administrativo ou arbitral;
- Proteção da vida ou da incolumidade física do titular ou de terceiro;
- Tutela da saúde;
- Interesses legítimos do controlador ou de terceiro;
- Proteção do crédito.
| CLASSIFICAÇÃO DOS DADOS
A partir da Lei Federal nº 13.709/2018 (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais
- LGPD) a proteção de dados passou a ser um compromisso dos(as) cidadãos(ãs), da administração
pública e das empresas que utilizam esses dados.
- Dados pessoais: São informações relacionadas à pessoa natural identificada ou identificável como
nome, data de nascimento, filiação, apelido, CPF, RG, BM, foto, endereço residencial, endereço
de e-mail, endereço IP, cookies, hábitos de navegação, posição geolocacional, formulários
cadastrais, números de documentos.
- Dados sensíveis: São informações sobre origem racial ou étnica, convicção religiosa, opinião
política, filiação a sindicato ou a organização de caráter religioso, filosófico ou político,
dado referente à saúde (prontuários e exames) ou à vida sexual, dado genético ou biométrico,
quando vinculado a uma pessoa natural. Esses dados poderiam expor o indivíduo, social ou
profissionalmente, de forma indesejada, dando margem a uma possível discriminação. Em razão
disso, os dados sensíveis exigem um tratamento ainda mais delicado, com a adoção, pelas
entidades controladoras, de medidas de segurança mais rígidas, como, por exemplo, a anonimização
desses dados e camadas de proteção mais extensas.
- Dados Públicos: O tratamento de dados pessoais públicos deve considerar a finalidade, a boa-fé
e o interesse público que justificaram a sua disponibilização. A LGPD define que uma organização
pode, sem precisar pedir novo consentimento, tratar dados tornados públicos pelo(a) titular em
momento anterior e de forma evidente. Porém, se a organização quiser compartilhar esses dados
com outras organizações, necessariamente ela deverá pedir outro consentimento para esse fim -
resguardadas as hipóteses de dispensa previstas na Lei. É importante destacar que a LGPD também
se relaciona com a Lei de Acesso à Informação (LAI), Lei nº 12.527/11, e com princípios
constitucionais, a exemplo do inciso XXXIII, do artigo 5º: todos têm direito a receber dos
órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral,
ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado.
- Dados Anonimizados: A anonimização é uma técnica de processamento de dados que remove ou
modifica informações que possam identificar a pessoa, garantindo sua desvinculação. Nestes
casos, a LGPD não se aplicará ao dado. Ressalta-se que o dado somente é considerado anonimizado
se não permitir que, por meios técnicos ou outros, seja reconstruído o caminho para revelar quem
é o(a) titular do dado. Se a identificação ocorrer, não se tratará de dado anonimizado, mas sim
de dado pseudonimizado, e estará sujeito à LGPD.
| DIREITOS DOS TITULARES
Sabendo que os titulares de dados pessoais, somos sós, os donos dos dados, temos
direitos na legislação que precisam ser garantidos. No Art. 17 da Lei Geral de Proteção de Dados
Pessoais, toda pessoa natural tem assegurada a titularidade de seus dados pessoais e garantidos os
direitos fundamentais de liberdade, de intimidade e de privacidade. Sendo eles:
- Confirmação da existência de tratamento;
- Acesso aos dados;
- Correção de dados incompletos, inexatos ou desatualizados;
- Anonimização, bloqueio ou eliminação de dados desnecessários, excessivos ou tratados em
desconformidade com o disposto na LGPD;
- Portabilidade dos dados a outro fornecedor de serviço ou produto, mediante requisição expressa,
de acordo com a regulamentação da Autoridade Nacional, observados os segredos comercial e
industrial;
- Eliminação dos dados pessoais tratados com o consentimento do(a) titular, exceto nas hipóteses
previstas no art. 16 da Lei;
- Informação das entidades públicas e privadas com as quais o Controlador realizou uso
compartilhado de dados;
| RESPONSÁVEL
Nome do Responsável: Edilson Gonçalves
Contato: [email protected]
Fone: (34) 3671-7244
| SOLICITAÇÃO A DADOS PESSOAIS TRATADOS
E-SIC - Sistema Eletrônico do Serviço de Informação
ao Cidadão
| PERGUNTAS FREQUENTES
O que é a LGPD?
A LGPD é a Lei Geral de Proteção de Dados sancionada em 2018 (Lei nº
13.709/2018), que estabelece um conjunto de regras para coleta, tratamento, armazenamento e
compartilhamento de dados pessoais.
Qual o objetivo da Lei 13.709/2018
A LGPD tem como objetivo proteger os direitos fundamentais de liberdade e de
privacidade e o livre desenvolvimento da personalidade da pessoa natural.
O que diz o parágrafo único da Lei 13.709/2018?
As normas gerais contidas nesta Lei são de interesse nacional e devem ser
observadas pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios (incluído pela Lei nº 13.853/2019).
O que é dado pessoal?
De acordo com o artigo 5º da lei nº 13.709 - LGPD, dado pessoal é toda
informação relacionada a pessoa natural identificada ou identificável. Entende-se por pessoa natural
uma pessoa física; por identificada a possibilidade de fazer a sua identificação com as informações
que se tem; e por identificável a junção de dados que permitem identificar uma pessoa.
O que são dados sensíveis?
Dentro do conceito sobre o que é tratamento de dados estão os dados sensíveis,
que são todas as informações relacionadas a: Origem racial ou étnica, Convicção religiosa, Opinião
política, Filiação a sindicato, Filiação à organização de caráter religioso, filosófico ou político,
Saúde ou vida sexual, Dado genético ou biométrico
Por quanto tempo os dados ficam armazenados?
Conforme o art. 16 da Lei nº 13.709/2018 - LGPD, os dados pessoais serão
eliminados após o término de seu tratamento, no âmbito e nos limites técnicos das atividades,
autorizada a conservação para as seguintes finalidades: I - cumprimento de obrigação legal ou
regulatória pelo controlador; II - estudo por órgão de pesquisa, garantida, sempre que possível, a
anonimização dos dados pessoais; III - transferência a terceiro, desde que respeitados os requisitos
de tratamento de dados dispostos nesta Lei; ou IV - uso exclusivo do controlador, vedado seu acesso
por terceiro, e desde que anonimizados os dados.
A disciplina da proteção de dados pessoais da LGPD tem quais fundamentos?
I - o respeito à privacidade; II - a autodeterminação informativa; III - a
liberdade de expressão, de informação, de comunicação e de opinião; IV - a inviolabilidade da
intimidade, da honra e da imagem; V - o desenvolvimento econômico e tecnológico e a inovação; VI - a
livre iniciativa, a livre concorrência e a defesa do consumidor; e VII - os direitos humanos, o
livre desenvolvimento da personalidade, a dignidade e o exercício da cidadania pelas pessoas
naturais.
Quais as atividades pertinentes ao tratamento de dados pessoais na LGPD?
Coleta: incluindo coleta, produção e recepção, Retenção: armazenamento e
arquivamento, Processamento: utilização, classificação, reprodução, controle, avaliação, modificação
e extração, Compartilhamento: comunicação, distribuição, transmissão, difusão e transferência,
Eliminação: finalização do tratamento de dados
O que são os agentes de tratamento de dados na LGPD?
São pessoas naturais ou jurídicas que realizam o tratamento de dados pessoais no
órgão ou empresa.
Quais são os agentes de tratamento de dados e quais são as suas funções?
Controlador: pessoa natural ou jurídica, de direito público ou privado, a quem
competem as decisões referentes ao tratamento de dados pessoais. Operador: pessoa natural ou
jurídica, de direito público ou privado, que realiza o tratamento de dados pessoais em nome do
controlador.